quarta-feira, 5 de março de 2014

Entrevista: Philippe Charlot, roteirista da série Bourbon Street

     Olá leitores.
     Voltei de viagem ontem como tinha dito na postagem anterior Viagem
     E hoje vamos ver a entrevista que a editora 8INVERSO fez com o musico e escritor do HQ Bourbon Stree, o francês Philippe Charlot, de 54 anos.
     Ainda não li o HQ, mas vou colocar aqui um pequeno resumo que peguei na postagem da editora:
"No primeiro episódio da série,  chamado Bourbon Street — Os Fantasmas de Cornelius, Charlot e o desenhista Alexis Chabert, também francês, contam a história de um grupo de jazz de Nova Orleans formado por músicos sessentões que, amargurados por nunca terem estourado no cenário musical, decidem recomeçar com a formação original e tentar o sucesso mais uma vez. Para isso, precisam encontrar o exímio e insubstituível trompetista Cornelius, que alienou-se do mundo para viver as dores de um antigo amor nunca realizado. Os fantasmas mencionados no título são tanto figurativos, representados pelas lembranças que assombram Cornelius, quanto literais: o espírito de Louis Armstrong conduz os leitores pela história de Bourbon Street, por vezes interferindo no próprio curso da narrativa." 
O segundo volume da obra, Bourbon Street — 2 — Turnê de Despedida, chega agora ao Brasil e acompanha as dificuldades da banda de Cornelius diante de apresentações com público reduzido, cachês muito baixo, vícios e longas viagens desconfortáveis pelos Estados Unidos. Sobre a sérieBourbon Street, seu trabalho com a música e sua introdução ao mercado de quadrinhos franceses, Philippe Charlot fala mais na entrevista abaixo. Confira!"
Entrevista:
Fale um pouco sobre a sua história de vida.
Eu estudei música na universidade, na França, mas sou prioritariamente autodidata. Nasci em Nice, na Riviera Francesa. No momento, divido minha vida entre França e Argentina, um pé em cada continente, viajando bastante para tocar. Escrever roteiros ajuda a me aquietar!
Como nasceu a história de Bourbon Street?
Eu tive a ideia de escrever sobre músicos velhos. Foi curioso pensar sobre a vida de músicos aposentados… Eu amo jazz e foi a ocasião perfeita para incluir muitos causos sobre a vida de um músico. Eu procurei por um personagem especial que pudesse conduzir a história e subitamente pensei em Louis Armstrong, o que dá uma aura toda especial à história. Bourbon Street foi o meu primeiro roteiro para uma graphic novel. Desde então, já publiquei outras dez.
Como o trabalho com quadrinhos apareceu na sua vida?
Uma pessoa, ciente de que eu escrevia histórias só por diversão, me deu a ideia de criar uma HQ sobre Bourbon Street. Seis meses depois, eu assinei meu primeiro contrato de publicação.
Além de Bourbon Street, você tem outras graphic novels publicadas em seu país natal. Como é a recepção aos quadrinhos na França?
Quadrinhos… Prefiro o termo graphic novel porque na França, quadrinhos estão relacionados mais com os gibis americanos de super-heróis. As graphic novels são muito importantes na França, é um gênero muito amado. Por isso, é fácil publicá-las e ter boas vendas. Os leitores são muito cabeça-aberta. Você pode apresentar histórias incomuns e ainda assim encontrar interesse. A França é um ótimo lugar para trabalhar com graphic novels.
Há algo que você gostaria de mudar na série Bourbon Street?
Tudo!!! Não, eu amo esses livros. Há algumas coisas das quais eu me arrependo, mas a perfeição é algo difícil porque o processo de criação é muito longo e trabalhoso. Faz parte do jogo, desde que os leitores não as percebam!
Você segue a 8INVERSO no Facebook e está ciente do sucesso de crítica que Bourbon Streettem encontrado na imprensa brasileira. Você se surpreende?

É simplesmente incrível, eu nunca imaginei que seria publicado no Brasil. Eu adoro o fato de que os meus personagens estão viajando pelo mundo. É um presente maravilhoso para eles e para mim! Foi uma surpresa descobrir que eles sabiam falar português, embora nunca tivessem comentado isso comigo!

     Então, o que acharam da entrevista? Já leram esse HQ? Enfim, espero que tenham gostado, por hoje é só até sexta feira ;)

Um comentário:

  1. Gosto de HQs, achei interessante essa, boa entrevista

    bjos

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